cântico
venho de longe
arrasto um tempo remoto
e trago deuses prepotentes
que zombam dos deuses alheios
venho de perto
abrigo um tempo recente
e trago anjos cobertos de bondade
em comunhão com os anjos dos outros
chego aqui
habito esse agora
e o sagrado que há em mim
curva-se ante à luz do Deus verdadeiro
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